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Perfil da Empresa no Google: o que decide o Mapa
Por Felipe Almeida
Quem procura um serviço local no Google normalmente vê dois resultados diferentes na mesma tela: o pacote de três negócios no mapa, e a lista orgânica logo abaixo. O site decide o segundo. O Perfil da Empresa no Google (o antigo Google Meu Negócio) decide o primeiro.
Este guia cobre os quatro fatores que pesam de verdade no pacote do mapa, na ordem em que eles importam: categoria, área de atendimento, avaliações e citações.
A categoria principal importa mais que parecer completo
A categoria principal é o sinal mais forte do perfil. O erro comum é escolher uma categoria genérica achando que ela abre mais portas. O efeito real é o oposto: dilui o sinal e o Google passa a te mostrar pra buscas que não são as suas.
- A categoria principal precisa descrever exatamente o serviço que paga as contas, não o mais amplo possível
- Categorias secundárias entram só quando descrevem algo que você realmente entrega: 4 a 5 bem escolhidas rendem mais que preencher todas as disponíveis
- Categoria de profissão regulamentada que você não exerce (arquiteto, advogado, contador) nunca entra, mesmo que pareça relacionada
Dica
Estar na mesma categoria dos concorrentes que já aparecem no mapa não é problema: é pré-requisito pra entrar na mesma conversa. A diferenciação vem da lista de serviços e da descrição, não da categoria.
Área de atendimento: proximidade real, não território declarado
É tentador declarar uma área de atendimento enorme, pra 'cobrir' o máximo de cidades. O Google não funciona assim: ele ranqueia por proximidade real de quem está buscando, não pela área que você declarou. Empresa em Itajaí declarando Florianópolis não aparece no mapa de Florianópolis. Isso só dilui o foco do que realmente decide, que é a região onde você atende de verdade.
- 01Liste primeiro os municípios onde você atende presencialmente sem um dia de viagem
- 02Priorize por demanda real, não por tamanho da cidade
- 03Cidades fora do alcance presencial entram por conteúdo (uma página própria, um guia), não pelo perfil do mapa
- 0412 municípios é um limite prático razoável: passar disso normalmente enfraquece mais do que ajuda
Avaliações: cadência importa mais que o total
Dez avaliações bem cedo colocam um negócio novo na conversa. Não é 'ter chegado', é o piso pra ser considerado. O que separa quem cresce nesse indicador de quem estaciona não é o número total, é o ritmo: perfil que passa semanas sem avaliação nova perde força relativa, mesmo com boa nota histórica.
- Pedir a cada entrega concluída, com o link direto de avaliação, no momento em que a satisfação está no pico
- Mensagem curta, sem script de venda
- Responder todas as avaliações, boas e ruins
Atenção
Comprar, fabricar ou trocar avaliação é proibido pela política do Google. Filtrar quem você convida com base na satisfação esperada ("review gating") também é proibido, e nos Estados Unidos é passível de multa pela FTC. Pedir em massa num único dia cria um padrão de velocidade artificial que o próprio Google sinaliza.
Citações: o mesmo NAP em todo lugar
NAP é nome, endereço (ou área de atendimento) e telefone. Cada diretório, rede social e citação onde sua empresa aparece precisa repetir o NAP com a grafia idêntica ao Perfil da Empresa. Divergência de grafia ('Av.' num lugar e 'Avenida' em outro, telefone com e sem DDI) é pior do que simplesmente não ter a citação, porque sinaliza inconsistência de identidade.
- 01Comece pelo próprio Perfil da Empresa: é a fonte de verdade do NAP
- 02Replique exatamente o mesmo texto nas redes sociais, no site e em diretórios locais
- 03Priorize os diretórios que aparecem quando você pesquisa o seu próprio setor + sua cidade
Serviço relacionado
Método aplicado no estúdio
A orientação parte de dados reais do negócio e das regras do Perfil da Empresa no Google, sem criar categoria, área de atendimento ou avaliação que não corresponda à operação.
Fontes e leituras oficiais
Guias publicados por Felipe Almeida. Fontes externas servem para consulta e não representam endosso ao estúdio.